Intensa demais? Você pode ser uma Pessoa Altamente Sensível e não sabe

Por Jennifer Lemos

Quando criança, eu facilmente sentia a “energia” do ambiente, percebia o humor das pessoas quando estavam tristes, felizes e aquilo me afetava, como se eu fosse uma esponja. Eu era uma criança que amava brincar sozinha e que não suportava lugares barulhentos demais ou cheiros muito fortes. Sem falar da habilidade natural para as artes, especificamente, a música.

Os meus sentidos pareciam mais aguçados e a minha sensibilidade, maior do que a das outras crianças. Isso tudo impactava na minha saúde física e mental. Mas deixa eu me apresentar antes de continuar! Me chamo Jennifer Lemos, sou aromaterapeuta clínica formada pelo método da Rê no AAC e uma Pessoa Altamente Sensível (PAS).

Talvez seja a primeira vez que você esteja ouvindo sobre esse termo. A minha primeira vez foi no consultório da minha terapeuta, há 6 anos, quando ela disse que eu era uma PAS e tudo fez muito mais sentido.

alta sensibilidade não é considerada um transtorno ou distúrbio para a psicologia e sim, um traço de personalidade. Isso significa que não é necessário um diagnóstico, já que não existe doença, mas é necessária a identificação do traço para uma qualidade de vida maior e adaptações no lifestyle.

Para mim, me identificar como PAS e entender sobre os aspectos e impactos disso na minha vida foi fundamental, principalmente, para a promoção de autoestima e sensação de pertencimento. Entendi que não é um traço raro e que, em média, 20% da população é PAS e não sabe.

As Pessoas Altamente Sensíveis nascem com um Sistema Sensorial mais responsivo, fazendo com que não exista um “filtro” para os estímulos internos (emoções) e externos (barulhos, cheiros, luz, emoções alheias etc.). Como não existe um “filtro”, as PAS são capazes de “captar” todos os estímulos que as cercam, causando constantes sobrecargas emocionais e físicas.

Não é surpresa que na minha adolescência, o meu corpo começou a sofrer com o excesso de estímulos e hiperexcitação: cansaço ao acordar, insônia após dias mais cheios e sensibilidade intestinal começaram a fazer parte da minha vida. Os remédios me abalavam muito, os efeitos pareciam bem mais fortes do que deveriam e, as reações adversas das bulas, mais comuns em mim do que em outras pessoas.

Café? Me dava palpitações. Apresentações no colégio? Medo de palco e de exposição. Mas sobrevivi! Me sentindo um ET? Sim, mas sobrevivi! Até que na vida adulta, comecei a ter crises de ansiedade e busquei por uma psicóloga. Finalmente, entendi o que acontecia comigo e fui apresentada à alta sensibilidade. Desde então, comecei a adaptar o meu estilo de vida e fazer algumas mudanças na alimentação, atividade física, horários e remédios.

Uma das mudanças mais importantes, sem dúvidas, incluiu os óleos essenciais. A aromaterapia, já era uma velha amiga, mas passou a ser minha primeira opção para suporte físico e emocional. Como eu não me dava muito bem com a alopatia, as plantas medicinais se tornaram minha farmácia e me ajudaram a lidar com tudo isso.

Como eu não via esses dois assuntos – aromaterapia e alta sensibilidade – sendo falados juntos, comecei a estudar por conta própria através de livros e artigos científicos. Me formei com a Rê, comecei a atender presencial e online e já recebi inúmeras PAS em consultório, nos últimos anos.

Por conta da minha experiência clínica, vi que a maioria das pessoas não tinham acesso a esse tipo de informação. Meus interagentes altamente sensíveis não faziam ideia de que era possível falar de aromaterapia para alta sensibilidade e ter benefícios com isso.

Por isso, resolvi ser a primeira a falar sobre o assunto e para mais gente! Estudei ainda mais, fiz uma pós em Saúde e Práticas Integrativas, conversei com outras PAS, entendi as necessidades, as faltas e há 3 meses lancei o InalaClubo 1º clube de aromaterapia para Pessoas Altamente Sensíveis do Brasil.

No clube, os membros têm acesso a um programa de aulas gravadas e a um aplicativo exclusivo com ferramentas que facilitam a implementação dos óleos essenciais na rotina. Nas aulas, os membros aprendem mais sobre as PAS, os impactos do traço na saúde integral e aromaterapia para alta sensibilidade. No app, eles encontram o Check-OE, a Calculadora de Gotas e a Biblioteca do Conhecimento.

Sem falar na nossa área de membros com um espaço de interação da comunidade, onde os membros podem fazer posts, trocar experiências, conhecer outras PAS etc. O InalaClub foi pensado e desenvolvido para fazer parte da rotina das pessoas e facilitar o autoconhecimento.

Aqui, contei parte da minha história, mas ir em uma festa e me isolar 5 minutos no banheiro para recarregar a bateria social, ficar impressionada com filmes violentos ou de terror, dores de cabeça no dia a dia de trabalho, ter alto nível de emocionalidade, entre outras coisas, também são outras características minhas e de outras pessoas do InalaClub.

Esse assunto ainda tem muito para ser falado! É preciso levar informação e dar chance para que mais pessoas se encontrem, se entendam e se cuidem. Se você se viu aqui e se identificou, te convido a conhecer o InalaClub! Você pode se encontrar lá também.

Com carinho,

Jennifer Lemos (@jenni_lemos)

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